Parto Normal

ACOMPANHAMENTO DO PARTO
Estudos comprovam a eficácia da intervenção com recursos como eletroterapia, massagens, exercícios e posturas que promovem melhor controle da dor, retardo ou diminuição da necessidade de drogas, diminuem o tempo do trabalho de parto, melhoram a satisfação da parturiente e favorecem o parto normal.
No caso de cesariana, o fisioterapeuta poderá atuar na internação pré e pós-parto, com orientação postural, drenagem linfática, técnicas de relaxamento e promoção do aleitamento materno.

O QUE É O TRABALHO DE PARTO?
O trabalho de parto geralmente inicia-se entre 37 e 42 semanas de gestação, a partir dos primeiros sinais de trabalho de parto você já poderá tomar algumas medidas para passar por este período da melhor forma. Concentre-se na afirmativa de que seu corpo está preparado para esta função, cabe a você deixá-lo trabalhar. Temos medo do desconhecido, por isso informe-se ao máximo sobre o que vai acontecer e conte com o apoio de alguém que possa lhe amparar e dar segurança para atravessar o que será provavelmente o caminho mais especial da sua vida: o caminho para a chegada do seu bebê.

Sinais de Início
.Tampão Mucoso: A perda do tampão mucoso pode ser um sinal de que a hora está chegando. O tampão tem aspecto de muco escuro, com presença de fios de sangue. Se não vier acompanhado das contrações ou do rompimento da bolsa não é motivo para preocupação, pois ele se refaz continuamente.

.Contrações: A principal característica do trabalho de parto são as contrações uterinas, que se tornam mais freqüentes e intensas e podem ser acompanhadas de desconforto nas costas e cólicas. Quando a freqüência atingir 2 contrações fortes a cada 10 minutos, caracteriza-se o início do trabalho de parto.

.Rompimento da bolsa: Outro acontecimento possível é a perda d´água, que significa rompimento da bolsa. Observe a hora em que a bolsa se rompeu e o aspecto do líquido, sua cor e cheiro. O líquido normal é claro como água e tem cheiro parecido com de água sanitária.



A partir deste momento (rompimento da bolsa ou contrações regulares) você deve avisar seu médico de que está em trabalho de parto e seguir suas instruções para avaliação (dirigir-se ao hospital ou ao seu consultório). Faça uma alimentação leve, procure manter-se hidratada com água ou suco natural. Avise a doula.

Após o início do trabalho de parto as contrações vão naturalmente evoluindo em intensidade (ficando mais fortes) e em freqüência (com menor intervalo entre uma contração e outra). Durante esta fase, procure adotar as posições que achar mais confortáveis, e preferencialmente mude de posição várias vezes. Enquanto puder descansar, deite-se de lado e tente relaxar ou até mesmo dormir, pois o trabalho de parto pode ser longo e cansativo, e você deve guardar energia.

· Fase Ativa:
Quando a fase ativa do trabalho de parto começar você provavelmente não conseguirá mais relaxar. Procure andar pela casa ou corredor do hospital, fazer agachamentos (cócoras) e respirar profundamente no momento da contração. Tente encontrar as posições mais cômodas, fique de quatro, ajoelhada, deitada de lado, agachada, sentada na bola, faça movimentos com a pelve (rebolar, gato). Evite ficar deitada por tempo prolongado.
Use o apoio de alguém que confia (marido, mãe, amiga ou da doula) para massagear suas costas, principalmente na região lombar e te segurar durante os agachamentos. Mantenha a respiração consciente, inspirando profundamente e soprando todo o ar com força durante as contrações e respirando suavemente entre elas. A respiração é fundamental para a conservação de energia. Não faça força de expulsão neste momento, pois isso pode te desgastar e prejudicar o se desempenho na hora da saída do bebê.

Todo esse período de contrações intensas e progressivas servem para dilatar a saída do útero (colo), e o nascimento só irá acontecer quando o útero estiver completamente dilatado (10 cm). Para saber o tamanho da dilatação, o médico fará o toque vaginal. Esta fase tem o tempo variado, sendo comumente mais rápido em mulheres que já tiveram partos vaginais.
Ao final, com a dilatação quase completa você poderá ser transferida para a sala de parto, ficará na mesa de parto e pode ser submetida à anestesia, que lhe diminuirá a sensibilidade da cintura para baixo, dependendo da técnica e da dose você pode perder a capacidade de se movimentar, neste momento você não sentirá mais dor, mas também não sentirá bem o puxo, portanto, para participar do parto ativamente você precisa estar consciente para expulsar o bebê, fazendo força para “fora”. A força de expulsão deve ser feita junto com a contração uterina, para auxiliar o trabalho do seu corpo. Fazer força sem contração é desgastante e não produz nenhum resultado, podendo inclusive lacerar a vagina e edemaciar o colo.

· Período Expulsivo:
Na fase de expulsão poderá ser feita a episiotomia, que é um corte na vagina que aumenta sua abertura. Muitos médicos preferem fazer a episiotomia como rotina, para evitar a laceração do períneo, mas esta conduta não é recomendada. Converse com seu médico a respeito e esclareça suas dúvidas.
A episiotomia pode ser evitada com os exercícios perineais feitos durante toda a gestação que permitem uma melhor força e relaxamento da musculatura, e também com uma condução adequada da expulsão do bebê. Partos em posição vertical geralmente não necessitam de episiotomia.

Após a saída do bebê, é recomendado que ele seja colocado diretamente no seu colo (a não ser que haja algum risco), e neste momento você pode beijá-lo, abraçá-lo e principalmente colocá-lo no seio para mamar. A amamentação precoce aumenta o vínculo entre você e seu bebê, favorece a saída natural da placenta e previne hemorragia pós-parto.

*imagens: Amanda Greavette

Um comentário:

  1. Adorei essa pagina.
    Parabéns!!
    HOje cada vez mais os médicos impoem suas pacientes a cesariana e mostrando o beneficios a elas, que na verdade esse beneficios são deles!
    Cesária só em ultima tentativa!!!
    Parabéns mais uma vez.
    Alini

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