Cisto no ovário: causas, sintomas e tratamento

A formação de cisto no ovário é um processo natural do ciclo menstrual. Os cistos são produzidos pelos ovários e responsáveis pela liberação dos óvulos. Podem ser definidos como uma espécie de bexiga com conteúdo líquido e de tamanhos que variam de milímetros a alguns centímetros.

Existem alguns tipos de cistos que se tornam benignos e em todos eles é necessário um acompanhamento médico para que a mulher volte a ter sua saúde funcionando plenamente.

Causas do cisto no ovário

Do primeiro ao quinto dia do ciclo menstrual, inúmeras pequenas formações císticas se formam e crescem até cerca de 7 mm. Depois, enquanto uma começa a ganhar destaque pelo aumento no seu tamanho, as outras passam a diminuir. Aquela que cresceu, chamada de cisto dominante – chega próximo a 2 cm -, estoura e libera os óvulos, desaparecendo em seguida.

O processo se torna um problema quando não há o rompimento desta “bexiga” e o aumento de tamanho segue acontecendo, o que impossibilita a ovulação e, consequentemente, a gravidez. O cisto no ovário ainda faz com que as taxas de hormônios masculinos na mulher aumentem.

Outro indicador de que existe um cisto no ovário que requer atenção é a formação de um conteúdo semilíquido ou sólido em seu interior, algo detectado através de exames simples.

Existem diversos tipos de cistos no ovário como, por exemplo, o cisto folicular, o endometrioma, o cistodermoide, entre outros.

Como saber se estou com cisto no ovário?

Na maioria dos casos, o cisto no ovário não apresenta nenhum sintoma e acaba por desaparecer de forma espontânea após algumas semanas. Por isso, é muito comum que mulheres possuam estes cistos e não tenham conhecimento.

Por vezes, pode ocorrer de a mulher sentir desconforto ou uma dor leve no baixo ventre, que pode aumentar com o passar do tempo.

O diagnóstico é simples e descoberto através de um ultrassom ou exame ginecológico – na maioria dos casos eles são encontrados durante exames de rotina.

Porém, é possível identificar que existe um cisto no ovário de algumas outras formas:

1. Aumento do cisto

Se o cisto no ovário tiver um crescimento considerável, ele pode começar a afetar outros órgãos do corpo como abdômen, bexiga ou até mesmo o reto.

Nestes casos, os sintomas mais comuns são vontades repentinas e frequentes de urinar e evacuar, enjoos, dores abdominais (inclusive durante relações sexuais) e ganho de peso (se o cisto estiver crescendo demais).

2. Ruptura do cisto

O rompimento do cisto ovariano é causado muitas vezes durante atividades rotineiras e que exigem esforço físico (o ato sexual é um dos momentos mais comuns onde isso acontece).

Geralmente, as rupturas são acompanhadas por uma forte dor súbita unilateral na pelve. Em raros casos, pode haver grave hemorragia e sangramento na vagina.

3. Torção do cisto

O crescimento fora do comum do cisto pode fazer com que ele gire em torno do seu próprio eixo, o que resulta na torção do cisto, do ovário ou até mesmo da trompa uterina.

As consequências são parecidas com o que acontece na mulher durante uma ruptura. A dor pode ser tanta que chega a causar enjoos e vômitos.

4. Cistos bilaterais

Quando existem pequenos e múltiplos cistos, aproximadamente entre 6 e 7 mm, eles são diagnosticados como bilaterais e recebem o nome de ovários policísticos, que causam alterações menstruais, como atrasos constantes (seu principal sintoma).

Como tratar cisto no ovário?

Os tratamentos de cisto no ovário dependem de alguns fatores, como a idade da mulher e o tamanho desses cistos em seu corpo.

Em mulheres jovens e em idade fértil, quase nunca será necessário um tratamento médico, pois dificilmente apresentam sintomas e são eliminados pelo corpo em um período entre 4 e 8 semanas.

Se identificados depois deste período, é recomendado uma ultrassonografia para garantir que eles não existem mais ou que não cresceram nestes dois meses.

Caso ele tenha um tamanho considerável, geralmente acima de 5 cm e com crescimento desenfreado, caso apresente alguns dos sintomas descritos acima ou adquira aparência suspeita após exames de imagem, pode ser que uma intervenção cirúrgica seja recomendada.

Para mulheres que estão no período pós-menopausa, o valor do CA 125, obtido através de exame de sangue, e a aparência do cisto após um ultrassom ajudam os médicos a definirem qual o melhor tipo de tratamento a ser seguido.

cisto no ovário

Se a taxa do CA 125 estiver abaixo do ideal e o cisto no ovário apresentar características benignas, é bem provável que o profissional apenas acompanhe o desenvolvimento e comportamento do cisto com exames a cada 3 ou 6 meses.

Agora, se houver qualquer possibilidade de que o cisto seja maligno, é possível que uma cirurgia seja recomendada para dar fim ao problema.

Diferente do que acontece em mulheres mais jovens, nas mais velhas o corpo não costuma desaparecer com o cisto de forma espontânea. Porém, é preciso deixar claro que nem sempre que houver o surgimento de um, será obrigatória a retirada através de um processo cirúrgico.

O cisto no ovário pode se tornar um câncer?

Existem semelhanças e diferenças entre cisto no ovário e câncer de ovário. O segundo caso costuma ser identificado após a mulher apresentar um tumor sólido no ovário, que pode ter uma aparência parecida com um cisto.

Em mulheres jovens, é muito incomum o câncer de ovário e os cistos malignos que podem desenvolver o tumor sequer chegam a 1%.

Em mulheres pós-menopausa, a maioria dos cistos no ovário também são benignos, mas costumam ter aspecto diferente, o que exige do médico um acompanhamento mais atencioso e rotineiro.

Existem diversas formas de se identificar se no ovário há um cisto ou um tumor.

Nos casos em que o cisto é folicular, dermoide, de corpo lúteo ou endometriomas, exames de imagem como ultrassom ou ressonância magnética ajudam facilmente a distinguir o que está no corpo da mulher.

Nos casos em que após os exames ainda haja dúvida, é recomendado intervenção cirúrgica para que o cisto/tumor seja avaliado posteriormente.

O exame de sangue para obtenção das taxas do CA 125 também ajuda na identificação de tumores malignos e cistos benignos. Na enorme maioria dos casos de câncer de ovário, cerca de 80% deles, os valores estão acima dos normais.

Ou seja, sim, um cisto no ovário pode se tornar um câncer, mas isso dificilmente vai acontecer, independentemente do tipo de cisto e da idade da mulher.

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