Cisto no ovário tem cura?

Durante o ciclo de vida reprodutiva da mulher há uma série de alterações que ela pode vivenciar e que podem representar – ou não – algo mais sério. Entre elas, é possível destacar os cistos no ovário, que são mais comuns do que se imagina.

Na maioria das vezes, o problema pode ser bem simples, mas outras necessitam de maior investigação, a depender, por exemplo, do tamanho do cisto, do material existente dentro dele e do histórico clínico.

Mulheres que têm casos de cistos na família, bem como as que utilizam medicamentos para induzir a ovulação fazem parte do grupo de risco para o desenvolvimento deste distúrbio.

Saiba agora mais detalhes sobre o tema.

O que é o cisto no ovário?

Cistos nada mais são do que bolsas cheias de líquido, e podem aparecer em qualquer local, inclusive dentro dos ovários.

A maioria deles costuma ser benigno e ter relação direta com o ciclo menstrual.

Existem vários tipos de cistos, alguns tendem a desaparecer com o tempo, mas há casos que necessitam de intervenção cirúrgica.

Sintomas de cisto no ovário

Os sintomas mais comuns da presença de cistos nos ovários são as dores localizadas, principalmente, na região pélvica. Nesse caso, a dor pode ser leve e constante, ou pode ser repentina e intensa. Nesse último caso, pode indicar que o cisto se rompeu ou sofreu torção.

Além disso, a mulher com cisto no ovário pode sentir dor ao evacuar, durante as relações sexuais, ao mover-se e no período menstrual.

É possível ainda notar um inchaço incomum no abdômen, além de episódios de náuseas, sangramentos e irregularidades menstruais.  

Tratamentos: cisto no ovário tem cura?

No que diz respeito aos tratamentos, tudo vai depender do caso, principalmente, do tipo de cisto e do tamanho dele.

Muitas vezes o cisto regride sozinho e não é necessária nenhuma intervenção. No entanto, pode ser necessário recorrer à cirurgia ou utilizar medicamentos, como anticoncepcionais, para evitar novos cistos nos próximos ciclos menstruais.

Os casos que necessitam de procedimento cirúrgico são poucos. Os médicos só recorrem a ele se não houver outra opção.

Nesse sentido, cistos muito grandes, que estão crescendo ou que não têm relação com o ciclo menstrual podem precisar de cirurgia.

Quando dentro do cisto há material sólido, além do líquido, o especialista pode precisar investigar melhor, pois pode ser um sinal de câncer de ovário.

Um exame pélvico simples já aponta a presença do cisto, mas o médico pode ainda solicitar ultrassonografia, laparoscopia e alguns exames de sangue.

O ovário policístico

Vale lembrar que há mulheres que têm a chamada Síndrome do Ovário Policístico, um distúrbio hormonal que provoca alteração no tamanho dos ovários, produzindo pequenos cistos dentro dele, além de irregularidades menstruais, entre outros sintomas.

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Tipos de cistos

Os cistos que aparecem nos ovários são diferentes.

Os mais comuns são os chamados cistos funcionais, que têm relação direta com o período menstrual e que tendem a desaparecer espontaneamente.

Já os outros tipos são mais complicados, pois podem significar um crescimento anormal das células, presença de nódulos e problemas como, endometriose.

Saiba abaixo as diferenças entre eles:

Cisto folicular

É um cisto funcional. Ocorre quando a mulher não ovula. Nesse caso, forma-se um pequeno cisto, que costuma regredir no mês seguinte, sem trazer maiores consequências.

Cisto do corpo lúteo

Se o óvulo foi liberado do folículo – que é o espaço onde o óvulo se desenvolve –  e a mulher não engravidar, pode aparecer o cisto do corpo lúteo, que, geralmente, contém uma quantidade pequena de sangue e também é comum e de simples resolução.

Cisto hemorrágico

Acontece quando há uma complicação do cisto do corpo lúteo. Nesse caso, é necessário operar, pois houve ruptura do cisto e liberação de sangue para a cavidade abdominal, o que causa muita dor. Ele pode ainda ficar preso dentro do ovário ou sofrer torção.

Cisto dermoide

Não tem relação com o período menstrual e costuma ocorrer em decorrência do crescimento desordenado de células no corpo. Dentro desse tipo de célula pode existir materiais como dentes, ossos e cabelo. É considerado um tumor benigno e necessita de intervenção, pois pode causar infecções e outras complicações.

Adenomas

Não são cistos, mas nódulos, que contém material gorduroso, denso e podem crescer ou não. Em alguns casos, pode ser indicada a cirurgia, pois há risco de torção.

Endometrioma

Ocorrem em consequência da endometriose, que é quando as paredes que revestem o útero se soltam da cavidade uterina, causando sintomas como irregularidades menstruais e até infertilidade. No endometrioma o tecido do endométrio se solta e pode se encapsular e gerar um cisto no ovário.

Procure um médico

Caso sinta alguns dos sintomas relatados, consulte um médico para que ele investigue o caso.

Como mencionado, na maioria das vezes, cistos nos ovários são comuns e não têm grandes complicações; mas ainda assim existem situações de risco, e que podem indicar doenças mais sérias.

É importante também sempre fazer o acompanhamento da saúde ginecológica para prevenir maiores danos à saúde, caso os cistos não sejam funcionais.

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