Clamídia: causas, sintomas, tratamento

Segundo estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, 92 milhões de pessoas no mundo estão contaminadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, nome científico da infecção chamada clamídia. Deriva de um parasita intracelular que produz células que se reproduzem rapidamente.

Ainda de acordo com o estudo publicado pela OMS, a clamídia é uma das principais causas de infertilidade no mundo, tanto em homens como em mulheres, isto porque afeta diretamente as tubas interinas, estrutura fina, delicada, que ao sofrer inflamação no local, se deforma, o que prejudica o funcionamento.

Geralmente o tratamento da clamídia não requer grandes esforços, mas se não for tratada pode acarretar em agravamentos que poderão exigir intervenção cirúrgica.

Mas o que é exatamente clamídia, como se contrai, quais os sintomas, tratamentos, como evitar?

Saiba mais a seguir.

Clamídia

Como informado acima, a clamídia é uma bactéria derivada de um parasita intracelular. É uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), o que significa que é contraída durante ato sexual sem proteção, isto é, sem uso de preservativo. A contaminação pode ocorrer tanto por contato anal, vaginal e oral, gerando sintomas específicos para cada caso (mais detalhes na parte de sintomas).

Mas não é só durante a atividade sexual que pode ser contrair clamídia. É transmissível também de forma congênita, passada de mãe para a filha durante a gravidez. O contato com a vagina da mãe no parto normal, inclusive, propicia o desenvolvimento de conjuntivite e pneumonia.

Ter contato com partes contaminadas, como mãos, ou peças sujas, como toalhas, oferece risco de transmissão da moléstia.

Para aumentar ainda mais a ameaça, moscas que pousam no local de contaminação podem distribuir a enfermidade sem qualquer tipo de restrição ou critério.

Sintomas de clamídia

Tratar no estágio inicial ou até mesmo identificar, fazer um diagnóstico preciso, os sintomas de clamídia é um esforço complicadíssimo, porque essa DST se enquadra nas chamadas doenças silenciosas, não apresentam sintomas claros, ao menos em 80% dos pacientes, logo após a introdução no organismo parasitado, somente em estágios mais agudos, geralmente depois de 3 semanas de contaminação.

E esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, o que muitas vezes retarda o tratamento adequado para erradicar a bactéria. A lista de sintomas mais usuais, lembrando que atinge homens e mulheres:

  • Dor abdominal;
  • Dor nas costas;
  • Náusea;
  • Febre;
  • Coceira no pênis;
  • Corrimento vaginal;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento intermenstrual;
  • Sangramento após a relação sexual;
  • Corrimento peniano;
  • Dor retal;
  • Secreção retal;
  • Dor nos testículos;
  • Inchaço nos testículos.

Se a contaminação se der por meio de sexo anal receptivo, o reto será infeccionado e apresentará dores, secreções e sangramentos. Se ocorrer por meio do sexo oral, a garganta será a primeira atingida, podendo ser vítima de faringite bacteriana.

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As consequências

Os casos graves de clamídia, quando não são diagnosticados a tempo hábil ou tratados da forma correta, podem acarretar quadro de infertilidade. Nas mulheres, a infertilidade ocorre em razão da infecção do trato reprodutivo, por meio das tubas interinas.

No caso dos homens, clamídia pode ocasionar a infertilidade por piorar a quantidade e qualidade dos espermatozoides. Interfere na capacidade de movimentação, ação nomeada como motilidade.

Há casos que exigem intervenção cirúrgica. Ocorrem quando a clamídia, a bactéria, atingiu as trompas, ocasionando o que em termos médicos nomeia-se como abscesso tubário. O corpo, como reação de defesa, forma uma cavidade de pus dentro das tubas interinas.

Esse caso é classificado como extremamente grave. Além de febre, pode propiciar uma infecção generalizada.

Diagnóstico

Logicamente quem poderá, quem tem condições, meios, fazer uma análise, um diagnóstico preciso é um profissional da saúde. Para facilitar o seu trabalho, na verdade otimizar o tempo de ambos, vá ao consultório, que pode ser de um urologista, ginecologista, clínico geral ou infectologista, munido com uma lista com todos os sintomas que está sentindo junto com histórico médico que aponte outras enfermidades que esteja tratando, remédios que utiliza etc.

As perguntas inescapáveis para esse tipo de caso são:

Dor ou ardência ao urinar?

Quando os sintomas começaram?

Tem notado corrimento atípico?Manteve relações sexuais desprotegidas atualmente e com mais de um parceiro?

Sente dores pélvicas?

Ao ter ciência dos sintomas e de seu histórico médico, é provável que o especialista promova um exame de toque do colo do útero. Se a infecção já atingiu as trompas, é possível que a paciente sinta grande desconforto ao se tentar mobilizar a região.

Além do exame de toque, serão solicitados exames de sangue, de urina, coleta de amostras de secreção uretral ou das secreções do colo de útero.

A frequência desses exames para detecção de clamídia deve ser anual e é recomendada para jovens de até 25 anos que tenham tido diversos parceiros nos últimos meses.

Tratamento

Os testes comprovando que o caso se trata de infecção por clamídia, não sendo um caso avançado que exija intervenções mais invasivas, que são raros, o procedimento a ser adotado é o de tratamento por via medicamentosa.

São receitados antibióticos (dose e tempo determinado pelo médico) que são suficientes para cuidar do problema, mas não imuniza o paciente da bactéria. Se voltar a se descuidar, poderá contrair novamente clamídia.

É imperativo que submeta o seu parceiro/parceira aos exames de detecção da doença se for diagnosticada com a moléstia. O tratamento deverá ser o mesmo aplicado para o seu caso, na ocorrência do parceiro também estar contaminado ou de ser a fonte transmissora. Mas lembrando: o médico que determinará a gravidade de cada paciente.

Os antibióticos mais prescritos para tratar de clamídia:

  • Amoxil BD;
  • Astro;
  • Amoxilina;
  • Aziltromicina;
  • Ciprofloxacino;
  • Clordox;
  • Doxiclina;
  • Eritromicina.

Formas de prevenção

Diminuir em 100% o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis é praticamente impossível, a não ser que evite totalmente relações sexuais. Mas o uso de preservativo reduz significativamente as chances de ser vítima dessa e de outras doenças venéreas.

As consequências graves do contágio por clamídia é o quadro de infertilidade tanto em homens como em mulheres e necessita de intervenções cirúrgicas quando a bactéria atinge as trompas.

O tratamento, quando não de extrema gravidade, que constitui a maioria dos casos, é feito por via medicamentosa, prescrição de antibióticos.




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