Para que serve o ácido fólico na gravidez?

Engravidar é o sonho de muitas mulheres e, quando a gestação finalmente acontece, espera-se que tudo corra da maneira mais tranquila e saudável possível. Em relação a saúde na gestação, um tema que merece a atenção das futuras mamães é o ácido fólico na gravidez.

O nutriente é responsável por uma série de benefícios, principalmente durante o desenvolvimento embrionário. Por isso, é recomendado que a mulher que pretende engravidar tome 1 comprimido diariamente durante 3 meses antes de engravidar.

E também durante os 3 primeiros meses da gravidez, para garantir a prevenção de alterações genéticas no feto e diminuir o risco parto prematuro ou de pré-eclâmpsia. E se você ainda não sabe muito sobre essa vitamina, confira a seguir tudo sobre o ácido fólico na gravidez.

O que é ácido fólico?

A ação do ácido fólico na gravidez gera muitas dúvidas entre as mulheres. Conhecido também como folacina ou vitamina B9, ele é um dos componentes encontrados no famoso complexo B. Esse nutriente tem um papel extremamente importante no metabolismo de ácidos nucléicos e proteínas.

Durante a gestação, a ingestão de ácido fólico na dosagem recomendada evita malformações congênitas no feto, como a espinha bífida, que afeta o feto logo nas primeiras semanas da gestação. Além disso, é responsável por combater anemias, entre outros benefícios para o corpo da mulher.

Veja também: Diabetes gestacional: sintomas e tratamento

Para que serve?

O ácido fólico na gravidez exerce um papel fundamental no desenvolvimento embrionário, assegurando a formação saudável do feto, especialmente do sistema nervoso. Mas de um modo geral, a vitamina é extremamente importante para o organismo, mesmo quando não há uma gestação.

Descubra agora quais são as principais funções do ácido fólico para o corpo:

  • Estimula a formação de células do sangue, prevenindo quadros de anemia.
  • Fortalece o sistema de defesa do organismo, aumentando a imunidade.
  • Previne alterações no DNA celular e, consequentemente, o aparecimento do câncer.
  • Preserva os vasos sanguíneos em condições saudáveis, evitando o aparecimento de doenças cardíacas.
  • Age positivamente sobre a saúde do cérebro, afastando doenças neuropsicológicas, como a depressão.
  • Controla a evolução de doenças como o vitiligo.
  • E claro, tem participação efetiva na formação fetal, principalmente no sistema nervoso, durante a gestação.

Como você perceber, a presença de ácido fólico nas quantidades adequadas é imprescindível para o bom funcionamento do organismo. E diferentemente do que possa parecer, ele está na maioria dos alimentos que consumimos no dia a dia.

Continue lendo para saber como fazer escolhas ricas para o seu prato e a importância do ácido fólico na gravidez.

Ácido fólico ajuda a engravidar?

Se você ainda está na fase de tentativas e ouviu de alguém que o ácido fólico ajuda a engravidar, saiba que isso não é verdade. O consumo do nutriente não atua como estímulo sobre a fertilidade feminina.

Ou seja, caso você esteja com dificuldades, o ideal é conversar com o seu médico sobre as alternativas de tratamento existentes no mercado, que são muitas.

Os benefícios do ácido fólico na gravidez são comprovados, mas somente se a gestação já estiver em curso. Não desanime! Fale com um profissional, que ele certamente mostrará o melhor caminho.

Importância do ácido fólico na gravidez

A deficiência de ácido fólico na gravidez pode resultar em problemas na formação do feto, em especial no que tange o desenvolvimento do sistema nervoso do embrião.

A importância dele durante a gestação está relacionada principalmente ao tubo neural, que é o que dá origem à coluna do bebê. Ou seja, está diretamente ligada ao desenvolvimento correto do cérebro e da medula espinhal.

Estudos apontam ainda que a ingestão de ácido fólico reduz as possibilidades de parto prematuro e de ocorrência da pré-eclâmpsia, um tipo de hipertensão que surge durante a gestação e representa um risco tanto para a mulher, quanto para o bebê.

Veja também: Saiba como não engordar muito durante a gravidez

Doses recomendadas

A essa altura, você já deve imaginar que a dose necessária de ácido fólico na gravidez é mais alta que em outras situações. Essa necessidade varia também de acordo com a idade e aumenta com o passar do tempo.

Confira a seguir qual é a quantidade diária recomendada para cada caso:

De 0 a 6 meses 65 mcg/dia
De 7 a 12 meses 80 mcg/dia
De 1 a 3 anos 150 mcg/dia
De 4 a 8 anos 200 mcg/dia
De 9 a 13 anos 300 mcg/dia
A partir de 14 anos 400 mcg/dia
Mulheres grávidas 600 mcg/dia
Mulheres que amamentam 500 mcg/dia

Basta passar o olho sobre essa tabela para perceber rapidamente a diferença entre as dosagens. Enquanto uma pessoa não gestante precisa de 400 mcg/dia, uma mulher grávida necessita de 600 mcg/dia. Ou seja, um salto de 200 mcg/dia.

Quando e como tomar o ácido fólico?

Durante a gravidez, o organismo demanda uma quantidade maior de ácido fólico, como pudemos ver. Enquanto uma pessoa adulta, em condições normais, precisa fazer a ingestão diária de 400 mcg do nutriente, no caso de uma mulher grávida, esse número salta para 600 mcg/dia. Já uma lactante deve ingerir 500 mcg/dia.

Por essa razão, os médicos costumam entrar com a suplementação de ácido fólico em cápsulas durante a gestação. Dessa forma, mesmo que eventualmente haja uma deficiência da vitamina na sua alimentação, a dose necessária para o desenvolvimento saudável do embrião estará garantida pelo suplemento.

É importante frisar, no entanto, que somente um profissional está apto a fazer essa recomendação. Portanto, nada de tomar o suplemento por conta própria.

O seu ginecologista é quem deve avaliar a necessidade do complemento com base na sua dieta e na sua rotina, bem como determinar as dosagens.

Ácido fólico engorda?

A gravidez traz uma série de inseguranças e preocupações, principalmente para uma mãe de primeira viagem. Uma delas, sem dúvida, é o sobrepeso. De fato, grande parte dos médicos defende que o ganho de peso não deve ultrapassar a faixa dos 10 quilos, podendo variar um pouco para mais ou para menos.

Essa recomendação vai muito além de questões estéticas, já que pode representar um risco para a sua saúde e também afetar o desenvolvimento do bebê. Logo, não há como evitar a pergunta: será que a ingestão ácido fólico engorda? Afinal, a suplementação é indispensável, mas até que ponto ela pode interferir no visor da balança?

Pode respirar aliviada! O ácido fólico é uma vitamina e não possui calorias, portanto não engorda. Além disso, não há acúmulo dele no organismo, pois trata-se de um nutriente hidrossolúvel, o que significa que ele se dilui em água. Consequentemente, todo o excesso de ácido fólico na gravidez é eliminado pela urina.

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Alimentos ricos em ácido fólico

Muitos dos alimentos que fazem parte do dia a dia são ricos em ácido fólico. Por isso que, com uma alimentação equilibrada, em condições normais, uma suplementação de vitamina B9 não se faz necessária.

É possível ingerir a quantidade diária recomendada sem mudanças drásticas no cardápio.

Confira quais alimentos facilmente encontrados no supermercado fornecem ácido fólico para o organismo:

  • Brócolis cru;
  • Couve-de-bruxelas;
  • Escarola;
  • Espinafre;
  • Cogumelo cru;
  • Fígado bovino;
  • Arroz;
  • Feijão;
  • Grão-de-bico;
  • Lentilha;
  • Mangá;
  • Laranja.

Ainda que a maioria das pessoas torçam o nariz para a iguaria, o fígado de boi é um dos alimentos com a maior concentração de ácido fólico por 100 gramas: 350 mcg. Para se ter uma ideia, acima dos 14 anos, nós precisamos de 400 mcg por dia. Ou seja, ele quase supre a necessidade diária.

Excesso de ácido fólico na gravidez faz mal?

Apesar de ser um elemento fundamental na gravidez, um estudo realizado na Universidade John Hopkins, no Estados Unidos, indicou que a superdose de ácido fólico na gravidez pode aumentar as chances de uma criança sofrer de autismo.

No entanto, estamos falando de uma dose quatro vezes superior à indicada pelos médicos. Pouco se fala sobre os danos que a ingestão excessiva pode ocasionar, mas nas doses recomendadas o nutriente não representa riscos e continua sendo essencial para o desenvolvimento saudável do bebê.

Lembre-se de sempre seguir as orientações médicas e tirar todas as suas dúvidas quando necessário. Até porque, essa é uma experiência única e muito especial.


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